A importância da política de frotas
Como você está influenciando o comportamento do seu condutor no trânsito?
Segunda-feira. Fernando se despede da esposa e caminha até o carro com as chaves na mão. Bom profissional, daqueles vendedores natos que colecionam prêmios e metas batidas, consegue fazer várias rotas por dia, sempre com o sorriso no rosto e o contrato assinado na mão.
A segurança no volante do carro da empresa esconde certas atitudes que Fernando não acredita que sejam importantes. Talvez nem as perceba. Para Fernando, o mais importante é o jogo. É sair de casa com a vontade de conquistar mais um negócio, de falar com aquele cliente que vai trazer a promoção que tanto espera.
Por isso, não se importa em passar pelo sinal vermelho e nem em ir um pouco além da velocidade naquela rodovia. “Estou tão perto. Se eu apertar o acelerador, vou chegar antes da concorrência”. Fernando é bom. O fato do nome dele aparecerna lista dos líderes de venda impede o gestor João Almeida de fazer alguma reprovação diante das inúmeras multas de trânsito. Afinal, ninguém mexe com o time que está ganhando, não é mesmo?
Almeida até reclama quando ele aparece com algum risco no carro ou quando estoura o limite do cartão combustível, mas Fernando é carismático. Ele já saca uma piada na manga e Almeida já responde com risos a velha brincadeira de trocar o modelo do carro pelo do gerente financeiro.
Mas o que Almeida não percebe é o risco que envolve a situação. A rotina do dia-a-dia deixa passar certas atitudes que são um risco tanto para o profissional quanto para a empresa. Fernando segue com o seu jeitinho brasileiro e bate as metas. Arrisca a vida no trânsito por aquela cifra a mais no final do mês. Almeida só deseja a estabilidade. As colunas em verde na planilha de vendas.
O que os dois não veem é a possibilidade de ganho nessa história. E se esses pequenos detalhes pudessem ser mapeados e discutidos em uma reunião? Fernando até pode perceber que está agindo de uma maneira inadequada. Mas será que sabe que poderia fazer melhor?
Será que, a partir de uma conversa com Almeida, pudessem discutir esses pontos e elaborar uma política, um jeito próprio para que, juntos, alavancassem as vendas? Uma política de frotas não apenas solucionaria a questão, mas decidiria as regras do jogo. Fernando não deixaria os velhos hábitos tomarem partido das situações e não correria tantos riscos no trânsito. Almeida também conseguiria resolver os pontos fora da curva e estaria liberto das velhas chateações provocadas pelo seu vendedor preferido.
A grande verdade é que existem muitos “Fernando” e “Almeida” no universo da gestão de frotas. Mas esta é uma realidade que não tem mais espaço em um cenário em que o trânsito é caótico e que as empresas estão na busca incansável para serem cada vez mais sustentáveis. E a implantação de uma política de Frotas bem definida é o principal passo para diminuir os riscos cíveis e criminais na gestão de frotas da empresa. Com um condutor seguro e atuando dentro de regras pré-estabelecidas, o gestor de frotas consegue atuar de forma mais estratégica e focar no que é realmente importante para os negócios.
Vale lembrar que, para uma política de frotas ser realmente efetiva, é necessário o envolvimento de outros departamentos da empresa. Afinal, a gestão de frotas muitas vezes passa pelo RH, Supply, Comercial, Jurídico, entre outras áreas co-relacionadas. Quanto mais gente participar, maiores são as chances do documento ser efetivo.
Mas nada de manter o projeto dentro da sala de reuniões! A política de frotas precisa estar alinhada com os hábitos dos gestores e condutores dos veículos. A ideia é estabelecer orientações claras e acessíveis para os responsáveis. Tudo precisa estar alinhado: regras de conduta de segurança e abastecimento, manutenção do veículo, além de outras informações que irão ser úteis na rotina do trânsito.
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